Eu flopo, tu flopas, ele flopa – a arte de flopar feliz nas redes sociais

Atire a primeira pedra a empresa ou empreendedor ativo nas redes sociais e que nunca viveu a sensação de flopar.

Flopar

“Flop” é um termo em inglês que traduzido para o português significa fiasco ou fracasso. Muito utilizado nas redes sociais, falar que um post ou vídeo flopou é dizer que o mesmo foi um fiasco, um fracasso, ou que as postagens não geraram engajamento ou views dentro da média.

Como se nota, flopar não é visto como algo bom e muitas empresas desanimam em fazer posts após uma flopada.

A primeira premissa que você precisa entender é: Tá tudo bem flopar!

Existem superproduções que flopam e existem vídeos super simples, com qualidade bem baixa que viram hits.

Então não se culpe achando que seu conteúdo é ruim ou que o Mark tá com ranço de você.

A arte de flopar está fazendo parte da vida de milhões de jovens Tik Tokers e eles estão lidando na prática com o termo fracasso digital. Abro um parêntesis aqui sobre esse tema: Olhando com um certo distanciamento podemos ver com olhos positivos para essa experiência. Pois uma geração de crianças que não aprende a errar, rapidamente se frustrará na vida adulta. 

A verdade nua e crua é que todos os usuários de redes sociais flopam, mais cedo ou mais tarde flopam. Então o que podemos aprender com essa experiência?

Fail fast

Você já ouviu falar no termo Fail Fast?

O termo tem sido amplamente empregado nos negócios. “Fail fast” ao pé da letra significa falhar rápido, mas a ideia é ir além disso. O conceito é usado para se realizar testes o quanto antes, para aprender com rapidez para que a longo prazo seja possível acertar mais rápido e gastando menos dinheiro no processo.

Considerada uma técnica libertadora, as empresas aproveitam e realizam experimentos ousados para determinar a viabilidade de longo prazo de um produto ou estratégia. A palavra cautela é extinta neste processo e o “Fail Fast” é a “licença poética” necessária para permitir o erro dentro de empresas inovadoras.

Segundo James Surowiecki do The New Yorker, a frase “Falhe rápido, falhe com frequência” é um mantra comum no Vale do Silício, berço das Startups mundiais.

O filósofo Elbert Hubbart dizia que o maior erro que você pode cometer é o de ficar o tempo todo com medo de cometer algum.

Nós ficamos presos à ilusão de que nossa vida pode ser planejada e à prova de erros. Mas, na prática a experiência é muito diferente, para não dizer completamente oposta.

A palavra erro não é o oposto do que é correto. A origem dessa palavra vem do latim errare e significa andar sem rumo, vagar. E é justamente nesse lugar, nesse espaço de liberdade para errar, para vagar sem rumo, que inovamos.

E não é pra isso que as empresas existem? Para inovar na resolução de problemas e encontrar clientes que queiram pagar por essa solução?

Então o que fazer após flopar

Se o time de uma startup do Vale do Silício comete uma falha é bem possível você encontrá-los em uma comemoração no final do dia. Inclusive existem competições para nomear o erro mais vergonhoso, a falha mais impactante!

Então porque flopar nas redes sociais é visto como algo ruim? Um flop traz muita informação e informação vale ouro em qualquer mercado.

O que podemos aprender na hora de “flopar”?

1- Todos “flopam”, mais cedo ou mais tarde “flopam”.

2 – O algoritmo tem a sua parcela na hora do “flop”

3 – Um ‘flop” diz muito sobre o seu produto e mercado. Aproveite essa informação para realizar o Fail Fast.

Crie um novo mantra na sua vida:

Se o post “flopar” realize o “fail fast” e depois o “learn faster” que significa aprenda mais rápido ainda.

E será sobre a aprendizagem rápida que iremos falar no próximo blog. Não perca.

obs.: Espero que que este artigo não “flope”.

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